A senadora Gleisi protocolou seus primeiros pojetos no senado, demonstrando que quer se diferenciar das marcas negativas do senado.O pacote é composto por 3 projetos: regulamentação do teto de salários do funcionalismo publico, fim da posse de suplentes de senador no recesso parlamentar e extinção do 14º e 15º salários dos parlamentares. Esta última vai dar o que falar.
O JL de hoje, traz uma lamentável entrevista com a secretaria municipal de Educação Karin Sabec, envolvida numa polémica sobre reeleição de diretores, tema que retornarei em breve, no momento quero me ater a entrevista.
Além das várias contradições ditas, uma afirmação salta para a indignação. "Nos últimos 15 anos tivemos poucos avanços na educação" . A necessidade de convencer sem argumentos, leva a situações como esta. Depreciar uma rede conhecida por sua qualidade, independente do governo que mande, é mais que uma ofensa, é uma agressão. Alias, parece que o que se busca é justamente afastar aquelas diretoras mais experientes e que não se calam ante os desmandos e desrespeitos dos governantes.
Tomo emprestado, trechos de matérias publicadas pelo mesmo JL em 16/7/2010 falando dos avanços das escolas municipais verificados com o resultado do IDEB: "Em síntese, as políticas públicas podem afetar positivamente o ensino, mas a possibilidade de mudança está, de fato, nas mãos de quem dirige as estruturas educacionais nas comunidades onde moram as mais de 30,5 mil crianças matriculadas ...Na média geral, nas escolas municipais de Londrina as séries do ensino fundamental (de 1ª a 4ª séries) obtiveram 5,7 de nota - crescimento de 0,3 ponto em relação ao índice anterior, de 2007. Das 80 escolas, 56 atingiram metas que estavam previstas apenas para 2011....Na Escola Municipal John Kennedy, em Guaravera ...Geraldo Bento é um dos responsáveis, com a equipe de professores e supervisão, pelo salto que fez a escola sair de uma nota 3,7 para 5,7 em quatro anos. A meta da escola, determinada pelo Ideb, era atingir esse resultado apenas em 2020. “Somos a prova de que é possível sair de uma situação ruim para uma situação muito mais confortável”, avalia. " http://www.jornaldelondrina.com.br/edicaododia/conteudo.phtml?id=1025685
Como mostra a reportagem do JL, esses avanços foram medidos, não são fruto do achismo, da má vontade ou do simples equivoco mesmo. Houve avanços e não foram poucos, quem conhece um pouco, a rede municipal sabe bem disso. Pra finalizar, coloco aqui uma fala da secretária Karin na reportagem citada acima, mas que é muito atual, e deveria fazer parte do pensamento dela diariamente. “Temos muitas dificuldades, com toda certeza. Mas contamos com os professores, supervisores e diretores para dar conta do recado...Se a Secretaria de Educação não atrapalhar essa independência, já ajuda”, afirma.
Hoje venho compartilhar com você minha IMENSA alegria e satisfação em saber que o nosso projeto de governo, representado por Dilma Rousseff, foi aprovado pela maioria dos brasileiros e brasileiras. Tenho a certeza de que a decisão do povo foi sábia e vai garantir a continuidade das mudanças que o nosso Brasil precisa.
Dilma representa também uma vitória das mulheres. Termos para os próximos quatro anos uma mulher ocupando o mais alto cargo da República, o que nos enche de orgulho.
É a Vitória das mulheres. É a Vitória da democracia. É a Vitória de todo o Brasil!!!
Que o passar das eleições nos una em torno do que é muito mais importante do que uma disputa eleitoral: o nosso País.
Visto os resultados da eleição nacional em Londrina, já começam as articulações para que Serra mude seu domicílio eleitoral para cá e assim, tentar finalmente, por um tucano na prefeitura de Londrina.
O portal R7 tras reportagem sobre as quebras de sigilos dos tucanos, agora com cópia de depoimentos, confira.
A quebra dos sigilos fiscais de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra, Eduardo Jorge Caldas e outros tucanos, ligados ao candidato José Serra, havia sido atribuída ao PT por líderes do PSDB. Nesta semana, porém, as apurações da Polícia Federal conduzem a um caso de investigação interna no partido por motivação política.
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior confessou ter contratado o serviço ilícito de investigação. E em depoimentos à Polícia Federal, afirmou que um grupo ligado a José Serra procurava montar dossiê contra Aécio Neves, que à época do pedido, em dezembro de 2007, era governador de Minas Gerais e travava uma disputa interna com Serra para definir quem seria o candidato do PSDB à Presidência.
Leia trecho do depoimento:
A declaração foi dada no último dia 15 em depoimento e o documento foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo. O depoimento do jornalista indica que, ao contrário das acusações feitas por Serra, o dossiê contra pessoas ligadas ao tucano nasceu após uma disputa interna dentro do próprio PSDB. A campanha de Serra acusava o PT e pessoas ligadas à campanha de Dilma de ter encomendado a quebra de sigilo de tucanos e de familiares de Serra.
Amaury disse que decidiu, por conta própria, elaborar um dossiê. À época, ele trabalhava no jornal O Estado de Minas. Segundo ele, após obter informações de suas fontes jornalísticas, ele conseguiu descobrir que se tratava de “grupo que trabalhava pra José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba [PSDB-RJ]”.
Segundo ele, no grupo havia pessoas ligadas ao SNI (Serviço Nacional de Investigação).
O pedido teria partido de Itagiba, delegado e à ocasião deputado tucano carioca, muito ligado a Serra e comandante do serviço de inteligência da Polícia Federal durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.
Itagiba teria montado, então, ação com ex-agentes da Polícia Federal e da Abin (órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência) para vasculhar ações de Aécio e procurar supostas irregularidades.
Aécio tinha interesse em ser candidato do PSDB à Presidência e, como tem alto índice de aprovação principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e decisivo na disputa presidencial, era uma barreira para Serra.
Em abril, o jornalista fez chegar aos ouvidos petistas a apuração, pois tinha interesse em participar da campanha de Dilma Rousseff. Mas o grupo que procurou não foi contratado pela campanha do PT.
Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o resultado das investigações “comprova o que dizíamos desde o início” sobre o suposto dossiê, de que “não houve solicitação, encomenda, ou ligação do PT ou da campanha” [de Dilma] relativa à quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra.
- O que podemos constatar é que caiu por terra qualquer tentativa do candidato Serra de dar forma de estrela a esse episódio, a esse bicho. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano.
Dutra afirmou que ainda falta descobrir o “motivo”, daí o pedido de investigação sobre a suposta central de espionagem de Serra.
- Não temos nem tivemos qualquer responsabilidade nesse episódio. Pedimos o primeiro inquérito, fizemos aditamento e agora a partir do que foi informado hoje estamos solicitando investigação dessa central de espionagem comandada pelo deputado Marcelo Itagiba, que além de tucano é araponga contumaz.
"Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação."